“Não me pergunte quem sou eu e não me diga para permanecer o mesmo: é uma moral de estado civil; ela rege nossos papéis. Que ela nos deixe livres quando se trata de escrever!” (Foucault, Arqueologia do saber, 1969, p.27)
domingo, 8 de março de 2009
Substituir:
v. tr.,
colocar pessoa ou coisa em lugar de outra;
fazer as vezes de;
efectuar-se na vez de;
realizar-se em substituição de;
Jur.,
chamar alguém à substituição;
v. refl.,
pôr-se ou ser posto no lugar de outra pessoa.
É... Pode parecer mais fácil para livrar nossa consciência dos males da culpa. Esqueça! Seja feliz! Viva a vida! Liberte-se!
Não sei como ainda poderia deixar que fizessem mais uma dessas. Mas foi o que aconteceu.
E eu? Quando será que banda irá tocar a minha música, aquela que eu danço?
Ser substituto em cargos importantes ou até mesmo dentro da sua casa, vale à pena e com certeza nos trás a sensação de estarmos mais uma vez cumprindo o nosso papel.
Mas estas são causas nobres. Mas existe o outro lado... O lado mal da coisa toda.
Como para os jogadores de futebol que são substituídos nos último minuto do jogo na decisão do campeonato. Deve doer. Ele se conscientiza do mau desempenho na partida e que ele pôde ser substituído. Lamentavelmente.
Mas, como não poderia deixar de falar, existe a infelicidade de sermos substituídos nas relações sejam elas de amizade, ou amorosa.
Constroem e destroem todos eles com muita facilidade hoje. Uns empenham-se em estreitá-los, outros apenas ocupam seu tempo fazendo com que sejam superficiais.
Quando acontecem acertos, o alívio de estarmos sem a tal da culpa se renova. Mas se erramos, simplesmente partimos para uma nova possibilidade sem ao menos tentarmos alcançar o acerto.
A degradação acontece de várias maneiras extraordinárias apoiadas nas novas formas de amor
As facilidades da vida moderna. Amor virtual, amor pago, amor sem amor...
Esses fatores vêm contribuindo para uma nova era do sentimentalismo. E haja o que houver, sejamos vencedores, detentores de todo sucesso material, vejamos tudo com a superficial maneira fácil de ser feliz. Tudo contribui para que sejamos induzidos a isso, mas se desejarmos a boa e velha, porém mais simples maneira de fazer amor, isso sim complica.
Praticar o amor ao próximo é tarefa árdua e diária.
Ame seus filhos, ame suas esposas, namoradas, ame sua Mãe. Ame seus irmãos, seja você mesmo. Não cobre tanto de você mesmo. O mundo já faz isso.
Onde estariam os substitutos para todas essas pessoas que descrevi? Seria simples deixa-los partir? Seria fácil ganhar outro amor como dos seus filhos? Cada um sabe a sua resposta. Eles sim, são INSUBSTITUÍVEIS.
Seja você também assim para cada um deles. Da melhor maneira que você sabe ser. Eu tento. Juro. E não sou perfeita.
Mas sei que me amariam em mil anos mesmo que eu tivesse mudado minhas características físicas, mesmo que em outro lugar na geografia do universo, eu os encontraria, reconheceria, e começaria tudo outra vez se preciso fosse.
Por vocês, o meu AMOR, único e incansável.
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