sexta-feira, 26 de junho de 2009

Do que eu digo... Nada sei.

Falar de amor , principalmente em blogs passou a ser "out". As pessoas estão cada vez mais tentando parecer livres deste que, entre todas as suas características também constrói e destrói personalidades.
É complicado dizer que está amando hoje. Me parece que o mundo cansou de ser feliz com o que a vida oferece de melhor.
Sim, eu, esta blogueira recém-saída do armário, ainda acredito nele. Esse que fere o coração, corrói e destrói. Nunca deixei de acreditar.
Já tive alguns que achei que iam durar para todo o sempre Amém,mas que segundos depois de saírem de perto e dobrarem a esquina, eu esqueci até o nome. Outros que, Amém, ficaram apenas uma noite. E quanta diferença fizeram! Não os esqueço.
Os amores eternos não poderiam ser assim? Em gozo e festa?
Eu queria.
Pois bem, nada será como antes então tenhamos nossos corações em mãos e vamos à luta. Com nossos "canudos" nas mãos ( lado a lado com o coração) MBAs, metas, futuro, planos e mais planos de sermos vencedores. Há um tempo atrás quem me falava disso era Paulo Coelho em uma das suas entrevistas. (leia neste blog: O Mago falou comigo hoje) Vencedores e sós passamos a diante a nossa tristeza. Como ouvi de um amigo outro dia: "_ Sou franco: quero ficar sozinho. Nada de compromisso." Ok, sozinho ou cada dia com uma companhia diferente? Será que ele faz parte da categoria dos egoístas sentimentais ou simplesmente é mais um dos desgostosos de plantão?
Não entendo. Como olhar para dentro sem sentir o amor? Como ser feliz sem amar?
Seja um homem, ou uma mulher, seja o seu cachorro, seus filhos, sua namorada, seu marido... Coisas, Ups!, sentimento por coisas?Estranho no mínimo.
Processarei mais esta informação. Não penso muito no que escrevo por isso quase sempre saem essas descobertas no meio das minhas postagens. Acho que assim ao menos parece pessoal.
Será que existem pessoas que pensam como eu? Que sentem como eu?
Ainda não encontrei.
Mas, retomando a idéia inicial do post, nada de tentar parecer um sermão de grandes pensadores ou grandes pisicólogos, filósofos e simplesmente amantes arrojados fazem,a verdade nua e crua é o que estou tentando colocar aqui.
Mas que verdade?
A verdade está escondida por traz da falsa idéia de ser feliz sozinho. Já dizia o poeta gente : " é impossível ser feliz sozinho..." Será que não podemos ceder nosso tempo para o AMOR? Será que não poderíamos nos permitir acertar as contas com a pessoa que nos ama? Será que tudo tem que ter uma verdade absoluta e todos devem ser da mesma maneira? Paradoxal no mínimo.
Em idéia embaralhadas, eu vejo que cada vez a paixão toma conta do ser humano. Por não poder aventurar-se tanto quanto gostaría na sua vida, precisamos de emoção, essa que só a paixão pode nos dar. Aquele calor no peito, olhos que são quase estrelas de tão brilhantes, sexo cheio de pudor mas com um toque apimentado pela necessidade da descoberta. Aceleração dos batimentos cardíacos respiração ofegante, tesão, trepada, uma foda boa como costuma-se dizer. Imoral? Ora, ora, poupe-me das suas hipocrisias!
Por que não estarmos felizes com os nossos relacionamentos normais? Que no lugar de tudo isso, aos olhos dos apaixonados, está esfriando. Sim, quem ama tem segurança, por que transmite a mesma coisa. Quem ama não precisa de aventuras. Que ama está disposto. Diferente da paixão, o amor trás uma calmaria não muito agradável aos nossos sofredores da "paixonite" aguda. É meus caros, paixão é quase patológico. De fácil diagnóstico e irremediável.
Um dia apaixonados, talvez amemos a pessoa escolhida para a vida inteira. Se amamos e tentamos fazer o contrário, mantendo a chama acesa, estamos resgatando, reinventando o que muitas vezes julga-se não ter mais jeito. O sexo já não é mais o mesmo, sim, por que ele não causa a impressão da necessidade simplesmente, ele te acalma. Às vezes te faz chorar depois de ter sido tão bom.
"In" é não ceder às forças desse sentimento. Parecer sempre livre para o que for. E saber de tudo que se pode querer sobre a falta de amor.

Cada um sabe o que lhe cabe. Eu sei. Mas ainda há muito a descobrir.

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