segunda-feira, 12 de maio de 2008

De amor libertário-anarquista a amor livre.

A palavra Anarquista (Anarquismo), envolve uma dupla raiz grega: archon, que significa governante, e o prefixo na, que indica sem. Portanto, anarquia significa estar ou viver sem governo. Por conseqüência, anarquismo é a doutrina que prega que o Estado é a fonte da maior parte de nossos problemas sociais, e que existem formas alternativas viáveis de organização voluntária. E, por definição, o anarquista é o indivíduo que se propõe a criar uma sociedade sem Estado."Partidário da liberdade absoluta".

Bem, aparentemente só se está sofrendo de um momento "Olhar-para-dentro" e isso pode ter conseqüências. Depende única e exclusivamente de você, e como irá avaliar cada peso e cada medida. Espero que saiba ter lágrima nos olhos e tempero na voz sempre que for necessário. E que nunca abra mão das coisas boas da vida só por que elas não estiveram com você até hoje.Falo de coisas simples: um beijo bem dado, abraço apertado, mãos dadas pelo vento e cabelo cheiroso depois do banho.Sei o quanto essas coisas custam a aparecer nas nossas vidas, mas quando elas aparecerem, saiba fazer como eu tento todos os dias: tenho sempre novidades, amo como se fosse o primeiro dia,falo de mim como se ele não me conhecesse e ouço como se fosse a primeira vez todas as histórias que ele já me contou mais de dez vezes.Cada sorriso, cada olhar são sentidos e vividos intensamente. Ainda assim, às vezes, acho que vou fraquejar e jogar tudo para alto, mas aí entram as coisas boas que estão guardadas na memória. Sonhos que sonhei sozinha e que tento realizá-los até hoje com todas as minhas forças e cada vez que ele me olha é como se nada mais importasse nesse mundo. Porque quero cada parte dele em mim. E quero fazer parte dele também. Mas onde eu estou ele não pode estar, porque somos dois e quero ser um. E amo. E espero todos os dias a chegada dele como se nunca o tivesse encontrado. Como se não fosse fácil encontrá-lo sempre que olho para dentro de mim. Não é fácil ser tão libertária. Eu sei que não. Parece um paradoxo: sinto ciúme, mas quero que tenhas amigos, tenho medo de perder, mas quero vê-lo livre, quero que seja um "anarquista do amor".Sinto como se o visse sempre com os olhos do amor insuportavelmente anarquista. Quase político. Livre para sim e não, livre para ser o que criamos de oportunidades para nós dois, ou para o que nem imaginamos de sua capacidade de envolver. Sem perder a originalidade, sem ser o que não somos e sem decepcionar.Amar de forma livre para alguns, a princípio, pode parecer loucura, pode escandalizar e tirar o fôlego dos que jamais terão essa experiência. "Sinto que somos iguais." Não deveríamos dizer isso jamais, nem sob tortura. Isso porque ao chegarmos a esse estágio de "AMOR", condicionalmente, estamos deixando de lado os nossos sonhos, os mais íntimos e secretos; aqueles que, apesar de saber que só dependem de nós para serem realizados, insistimos absurdamente em condicioná-los a alguém que julgamos mais importante.Sabe de que forma poderia ter esse amor?Não, nem eu! Mas...tento. Busco, e de página em página, e de autor em autor, vou alimentando meu "Ser amor" com sábias variações de "Amor Livre". Criar uma saída para que este não seja o pior, que não doa e que seja criativo. Isto poderíamos conseguir, simplesmente, dispondo de todos os nossos potenciais. Estar o mais próximo da nossa originalidade (aquela da qual jamais deveríamos nos perder) e vivermos auto-regulados, ou seja, livres para amar por inteiro e de forma mais anarquista. Sermos amados pelo que somos. Os auto-regulados são mais livres porque eles só dependem da sua própria "autorização" para fazer o que quiser. Não querem ser nada além deles mesmos.Normal seria que isso pudesse ser percebido sem esforços pela nossa suposta outra metade. Ilusão? Não. Ao menos não quero acreditar. Poderíamos exercer sim, o nosso poder de sedução original, sem supostas influências da pessoa que está ao nosso lado. Convencer-se que ela está conosco e não "em nós" como costumamos dizer. São muitas interpretações para isso tudo. Concluir esse assunto seria como dar ponto final a tudo àquilo que até hoje os sábios tentam, tentam e não conseguem. A dúvida eterna do ser que ama: "Fulano é meu."Por isso não me arrisco a dizer uma coisa dessas. Deixo as honras para quem nunca sofreu de AMAR.

Nenhum comentário: